terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cineclube Curta Circuito - PANORAMAS l [ Amor em dois tempos l - Jovens e maduros amores ]

Cine Humberto Mauro - 01 de agosto de 2011
O amor, sentimento humano por excelência, o mais lembrado e imortalizado em arte, sobre o amparo da juventude e da velhice. As formas vivas do amor vistas de acordo com a idade. A juventude é a idade do desespero, da velocidade. Tudo é sentido mais profundo e mais doído. O caráter em formação torna cada acontecimento fundamental e com isso as coisas pesam. O amor nessa fase de descobertas - as primeiras euforias e frustrações - não poderia deixar de ser um amor marcado pela ânsia e pela ira. Desejo violento do corpo como em "Tá", ou a mente convulsa e obcecada de quando nasce o amor, como em "Dois Tons". "Verão" traz a rapidez dos amores: amores de verão, transitórios como a juventude. A velhice vai em rumo oposto, traz maturidade e ternura. A alma é recoberta de calos que os sentimentos passados lhes deixaram. O amor, nessa idade já é suave. Em "Olhos de Ressaca" o amor é o que atravessou a vida inteira e, assim, é a memória constituindo a vida.


Os curtas retratam as várias etapas do amor, da juventude ao envelhecer. O primeiro retrata o amor jovem, um garoto que adora música, mas que é surpreendido pelo destino. O segundo mostra dois amigos em um banheiro cheirando cocaina e curtindo, ao decorrer da conversa eles se tocam entre risos, e acabam se beijando. O terceiro retrata as férias de alguns jovens em uma praia, que tentam sair da rotina da cidade, onde há curtição, namoros, pegação. O quarto retrata o amor de dois idosos que começaram a namorar desde cedo e que dura a muitos anos, o amor intenso que existe entre eles é compartilhado em forma de um depoimento de ambos.  Os filmes nos mostram como o amor pode ter vários caminhos, onde cada um faz a sua própria história.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Exposição Olhar e Ser Visto

Casa Fiat de Cultura - 21 de Junho de 2011

Compreendendo o período do final do século XVI até os dias atuais, a exposição Olhar e ser Visto traz obras de artistas internacionais consagrados e preciosos exemplares brasileiros, e assim nos convida a refletir sobre nossa identidade, sobre como vemos as pessoas. A Figura humana da renascença ao contemporâneo apresenta um conjunto de retratos e autorretratos do acervo do Museu de Arte de São Paulo. É um convite à observação e à crítica, instigando e estimulando um olhar mais atento, mais curioso.


A figura humana a muito tempo é alvo de várias observações, e nessa exposição podemos ter uma ideia de como é variada as conclusões em que as pessoas chegam, ou seja, que os artistas chegaram. Nestes quadros é apresentado uma questão central da arte, que é a
representação versus expressão. São variados tipos de expressões que encontramos em cada face, onde imaginamos ou até sentimos o que se passa com aquele determinado rosto. Uma exposição que instiga nossa curiosidade e faz com que passemos a observar mais esse ser tão complexo que é o ser humano.

Diálogos Musicais - Orquestra de Câmara Sesiminas

Museu de Arte da Pampulha - 19 de Junho de 2011

O Museu de Arte da Pampulha recebeu no domingo, dia 19, um dos principais grupos camerísticos do país: a Orquestra de Câmara Sesiminas, sob regência do maestro Marco Antonio Maia Drumond. A apresentação foi baseada em composições de Vivaldi e Piazzola. A Orquestra já realizou cerca de 800 apresentações em variados espaços que vão desde galpões de indústria, passando por hospitais e escolas, chegando às melhores salas de concertos da capital e do interior. Em Minas Gerais, o grupo passou por mais de 70 municípios. Neste período, também pôde acompanhar solistas de renome como Nelson Freire, Antônio Menezes e Duo Assad. Atualmente desenvolve intensa atividade artística, na capital e no interior do Estado, apresentando-se como um dos principais grupos camerísticos do país.


   A ópera é um gênero de música teatral em que uma ação cênica é harmonicamente cantada e acompanhada de instrumentos musicais. Na apresentação, a cena transmitida para o público foi a das quatro estações - Primavera Porteña, O Verão, Outono Porteño e O Inverno, além de A morte do Anjo. Cada uma dessas apresentações dá a possibilidade de sentirmos o que está se passando, vindo da melancolia do outono até o bater de queixos do inverno. A música é um encontro com a sabedoria, que nos dá conhecimento e permite refletir.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Roteiro das observações da arquitetura de BH

Primeira Parada: Viaduto Santa Tereza

14 de maio de 2011
  • Foi construído em 1929, para ligar os bairros Floresta e Santa Tereza ao centro;
  • A parte mais importante do projeto é o arco parabólico, que mede 14 metros do ponto mais alto ao nível dos trilhos;
  • É considerado a mais importante obra de arte e engenharia em área urbana do estado de Minas Gerais.

Segunda Parada: Complexo da Estação Ferroviária

Prédio da Estação

Estátua do "Peladão"

Praça Rui Barbosa - alameda das palmeiras


Terceira Parada: Igreja São José

14 de maio de 2011
  • Localização do signo de escorpião dentro da Igreja: Encontra-se no corredor à direita, entre a segunda e terceira pilastra, à direita do quadro "Despido de Tudo". Essa representação dos signos do zodíaco indicam que Deus é o Senhor dos tempos e da história.      

Quarta Parada: Prédio da Prefeitura

14 de maio de 2011

  • De estilo art-decó, é caracterizado pela forte tendência á formas geométricas; 
  • Os fechamentos, os vãos e a descrição dos enfeites possui características da arquitetura italiana e alemã das décadas de 20 e 30;
  • Tem como destaque da sua fachada as três figuras de Atlantis do lado direito da porta principal que sustentam colunas com o brasão da República.

Quinta Parada: Igreja da Boa Viagem

Lavabo

Sexta Parada: Conservatório Mineiro de Música 

14 de maio de 2011                      
  • Arquitetura renascentista do fim do século XIX e início do século XX;
  • Características tardo-romântica na fachada.

Parada Final: Feira Tom Jobim 

14 de maio de 2011
A feira divide-se em dois espaços diferentes, um para as antiguidades, onde os expositores comercializam os seus trabalhos e o outro para comidas e bebidas. Segue a entrevista feita com o sr. Jeuvercy, um dos expositores de antiguidades.


Alunos: Quando a feira iniciou ? Quanto tempo o senhor trabalha nela?
Jeuvercy: A feira iniciou há mais ou menos 30 anos, e era realizada na Avenida Afonso Pena. Eu trabalho aqui a 20 anos.
Alunos: De onde vem os objetos que são vendidos?
Jeuvercy: A maioria vem de várias regiões do Brasil, e raramente são de fora do Brasil. Muitas são adquiridas em fazendas.
Alunos: A feira recebe muitas pessoas? Possui uma faixa etária especifica?
Jeuvercy: Isso depende do dia, as vezes o movimento é bom em outros é fraco. Não, as pessoas que vem aqui são de várias idades.
Alunos: O que o senhor acha que poderia melhorar na feira?
Jeuvercy: Acho que deveria haver mais divulgação, ela é pouco divulgada. E as pessoas acabam nem sabendo que ela existe. Seria muito bom para todos nós.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ENCONTRO MUNDIAL DE ARTES CÊNICAS - ESPETÁCULO AQUELES DOIS

Funarte MG - 11 de Abril de 2011


Descrição do Evento

          O espetáculo aqueles dois baseado em conto homônimo do gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996), deu início à programação do Encontro Mundial de Artes Cênicas - o Ecum, que ocorre entre os dias 10 de abril à 1° de maio. A peça apresentada pela cia. Luna Lunera aconteceu nos dias 10 e 11 de abril, às 21h, na Funarte.  
          Os atores Cláudio Dias, Guilherme Théo, Marcelo Souza e Silva e Odilon Esteves participam da peça que conta a história de dois trabalhadores de uma repartição burocrática do centro de São Paulo, Raul e Saul. Transmitindo o que as pessoas passam dia-a-dia no trabalho, e entre a rotina do escritório e de suas vidas vazias, eles vão se aproximando pouco a pouco. Onde cita: “num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra”. A apresentação não traz um ator especifico para cada personagem, ao mesmo tempo eles são Raul ou Saul. E entre conversas, desejos e emoções eles são embalados através da música de Carlos Gardel "El Dia Que Me Quieras". A partir dessa aproximação deles surge um incomodo entre seus colegas de trabalho, onde os dois acabam sendo demitidos. E as pessoas que ficaram naquele escritório tiveram a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.



         Analise Critica

          Pelo fato de Rau e Saul serem solitários eles se aproximam, pois com o passar do tempo e tomando conhecimento de sí próprio, passou a sentir a solidão. Necessitando assim da companhia de outras pessoas. Em um breve momento no trabalho em um encontro que acontecia no devido "cafesinho" houve conversas e risadas, assim surgiu a amizade de Raul e Saul. Eles passam a partilhar suas angústias e suas alegrias, tornando-se amigos mais intimos. Com isso devido ao preconceito que surgia por eles serem amigos, seus colegas de repartiçao começaram a rotular eles de homosexuais, ou mais do que amigos, esquecendo que sao seres humanos acima de tudo, com qualidades e defeitos. Uma peça que alem de ser muito confusa, transmite a ideia de igualdade entre os seres humanos.


quinta-feira, 31 de março de 2011

HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA - A DAMA DO CINE SHANGAI

Palácio das Artes - 24 de Março de 2011


Descrição do Evento


          No mês de março o Cine Humberto Mauro retomou a programação da História Permanente do Cinema. Neste projeto foram apresentadas, todas as quintas-feiras, obras fundamentais da história da sétima arte. Dedicando-se exclusivamente aos clássicos do cinema nacional, entre os filmes reunidos foi apresentado A Dama do Cine Shangai. Um filme de época, que se passa em 1987, onde existe suspense, intrigas e aventuras. O filme é vivido por um corretor de imóveis chamado Lucas (Antônio Fagundes), que conhece Suzana (Maitê Proença), sedutora e misteriosa que é casada com Desdino (Paulo Villaça). Ao decorrer da trama Lucas é acusado de um crime que não cometeu, assim, ele vai à procura do verdadeiro assassino, mas quanto mais provas Lucas encontra, mais o leva a Suzana e Desdino. Mas então ele descobre que Suzana não tem relação com o assassinato e sim com o assassino, então começa ali um romance. Lucas e Suzana correm atrás de sua inocência, e quanto mais eles vão desvendando o mistério, mais querem a morte de Desdino. Um filme que mantém o suspense do inicio ao fim e deixa uma incógnita, afinal Suzana mata ou não Lucas?


Comentário Crítico

         A Dama do Cine Shangai se enquadra no gênero de drama policial, tornando-se um dos filmes mais importantes do cinema brasileiro nos anos 80. Primeira obra prima de Almeida Prado, logo é uma homenagem ao filme The Lady from Shangai (1947) de Orson Welles. Um filme que pode se dizer ‘‘ultrapassado’’, pelo fato de ser mais grosseiro, primário, mais limitado e até de difícil entendimento em relação aos filmes atuais. Mas isso principalmente na concepção dos jovens, que não usufruíram daquela época.Pois, nossas interpretações do real que darão ou não consistência a obra, ou seja, a compreensão deste filme se torna complexa para nós que estamos em pleno século XXl, convivendo com uma cultura completamente modificada. Essa obra cinematográfica nos deu a oportunidade de conviver com o real daquela época, possibilitando outra concepção em relação ao cinema, ao qual dá associações e aventuras que a vida prática não pode oferecer.